Sei que é muito difícil aceitar quando uma etapa da vida termina. Porém se você insistir em permanecer nela, poderá perder a alegria e o sentido de viver, o que para mim é uma doença. Chame como quiser: fechar ciclos, fechar portas, encerrar capítulos; o importante é fechá-los e seguir em frente. Sabemos que é doloroso, porém é necessário.
Não podemos viver o presente pensando no passado e nem ficar o tempo todo nos perguntando: “Porque isso aconteceu comigo”? Estamos longe do dom de podemos ser crianças ou adolescentes eternamente, seria um sonho ser um eterno Peter Pan, não somos funcionários de empresas inexistentes eternamente e não somos obrigados a ter vínculos com pessoas que não gostam de nós.
As situações acontecem e devemos deixá-las ir, faz parte do processo de continuação, sabe aquela teoria onde o homem nasce, cresce, reproduz e morre? É exatamente igual.
É normal que de repente, um sentimento de nostalgia lhe invada a cabeça e você se lembre de todo o tempo perdido, os minutos desperdiçados que não voltam mais. Entenda que o tempo é o nosso bem mais valioso; o tempo é vida.
É normal lembrar do passado; o que é prejudicial é viver com as feridas emocionais abertas. São elas que nos impedem de caminhar, viver o presente e desfrutar tudo o que temos.
Acreditar que o passado foi melhor é garantia de sofrimento emocional no presente. Essa crença nos impede “de soltar e deixar ir” e podemos mergulhar num abismo profundo.
É assim que surge a vertigem emocional, que nos impede de esquecer o passado, curar nossas feridas e viver o presente.
Algumas pessoas acreditam que olhar para o passado é perda de tempo; o importante é viver o presente, não descordo, nem entro em discussões porém dessa forma, as tristezas emocionais do passado vão se acumulando, criando “uma montanha de dor” cada vez maior e cada vez mais difícil de mover.
Imagine que uma pessoa alérgica tenha como hábito varrer toda a poeira de casa para debaixo do tapete, achando que isso não vai afetá-la.
É o que acontece com as feridas emocionais. Precisamos nos libertar das correntes que nos ferem, para que as feridas não se aprofundem. O que você é hoje é fruto do seu passado, tenha sido ele bom ou ruim.
Revisando seu interior você não conseguirá mudar o passado, mas sim entender as partes negativas e não permitir que elas perturbem o seu presente. Isso é muito doloroso, mas abre espaço para o novo.
Superar o medo do passado é a única forma de acabar com esse sofrimento.
Imagine que você está soltando um balão; as cordas que o prendem vão se afrouxando, até que ele se solta completamente. Deixe-o ir, enquanto olha para o céu até perdê-lo de vista, sorrindo e sentindo muita paz.
Enfim;
Se não traz alegria para sua vida… Solte
Se não lhe faz feliz… Solte
Se permanece ao seu lado, mas não acrescenta nada de bom… Solte
Se procura segurança e assim evita o esforço de desenvolver-se… Solte
Se não reconhece suas qualidades… Solte
Se não lhe dá carinho… Solte
Se não promove o seu sucesso… Solte
Se não lhe é grato... Solte
Se diz, mas não faz… Solte
Se não há um lugar em sua vida para você… Solte
Se tenta mudá-lo… Solte
Se o amedronta… Solte
Se são mais desencontros do que acertos…Solte
Se simplesmente o faz sofrer…Solte
Liberte-se…a perda será muito menos dolorosa do que a dor de apegar-se “ao que já foi ou nunca foi e não é mais”.
E quando soltar tudo, simplesmente: Viva.

