terça-feira, 28 de abril de 2020

Fechar ciclos, fechar portas, encerrar capítulos: Uma etapa dolorosa porém necessária.

Sei que é muito difícil aceitar quando uma etapa da vida termina. Porém se você insistir em permanecer nela, poderá perder a alegria e o sentido de viver, o que para mim é uma doença. Chame como quiser: fechar ciclos, fechar portas, encerrar capítulos; o importante é fechá-los e seguir em frente. Sabemos que é doloroso, porém é necessário.

Não podemos viver o presente pensando no passado e nem ficar o tempo todo nos perguntando: “Porque isso aconteceu comigo”? Estamos longe do dom de podemos ser crianças ou adolescentes eternamente, seria um sonho ser um eterno Peter Pan, não somos funcionários de empresas inexistentes eternamente e não somos obrigados a ter vínculos com pessoas que não gostam de nós.

As situações acontecem e devemos deixá-las ir, faz parte do processo de continuação, sabe aquela teoria onde o homem nasce, cresce, reproduz e morre? É exatamente igual.

É normal que de repente, um sentimento de nostalgia lhe invada a cabeça e você se lembre de todo o tempo perdido, os minutos desperdiçados que não voltam mais. Entenda que o tempo é o nosso bem mais valioso; o tempo é vida.
É normal lembrar do passado; o que é prejudicial é viver com as feridas emocionais abertas. São elas que nos impedem de caminhar, viver o presente e desfrutar tudo o que temos.

Acreditar que o passado foi melhor é garantia de sofrimento emocional no presente. Essa crença nos impede “de soltar e deixar ir” e podemos mergulhar num abismo profundo.
É assim que surge a vertigem emocional, que nos impede de esquecer o passado, curar nossas feridas e viver o presente.

Algumas pessoas acreditam que olhar para o passado é perda de tempo; o importante é viver o presente, não descordo, nem entro em discussões porém dessa forma, as tristezas emocionais do passado vão se acumulando, criando “uma montanha de dor” cada vez maior e cada vez mais difícil de mover.

Imagine que uma pessoa alérgica tenha como hábito varrer toda a poeira de casa para debaixo do tapete, achando que isso não vai afetá-la.
É o que acontece com as feridas emocionais. Precisamos nos libertar das correntes que nos ferem, para que as feridas não se aprofundem. O que você é hoje é fruto do seu passado, tenha sido ele bom ou ruim.
Revisando seu interior você não conseguirá mudar o passado, mas sim entender as partes negativas e não permitir que elas perturbem o seu presente. Isso é muito doloroso, mas abre espaço para o novo.
Superar o medo do passado é a única forma de acabar com esse sofrimento.


Imagine que você está soltando um balão; as cordas que o prendem vão se afrouxando, até que ele se solta completamente. Deixe-o ir, enquanto olha para o céu até perdê-lo de vista, sorrindo e sentindo muita paz.

Enfim;

Se não traz alegria para sua vida… Solte

Se não lhe faz feliz… Solte

Se permanece ao seu lado, mas não acrescenta nada de bom… Solte

Se procura segurança e assim evita o esforço de desenvolver-se… Solte

Se não reconhece suas qualidades… Solte

Se não lhe dá carinho… Solte

Se não promove o seu sucesso… Solte

Se não lhe é grato... Solte

Se diz, mas não faz… Solte

Se não há um lugar em sua vida para você… Solte

Se tenta mudá-lo… Solte

Se o amedronta… Solte

Se são mais desencontros do que acertos…Solte

Se simplesmente o faz sofrer…Solte

Liberte-se…a perda será muito menos dolorosa do que a dor de apegar-se “ao que já foi ou nunca foi e não é mais”.

E quando soltar tudo, simplesmente: Viva.




segunda-feira, 27 de abril de 2020

Escrever, um prazer mais que terapêutico

Cansado de escrever em infinitos documento de Word busquei trazer ao mundo um pouco do que se passa dentro de mim, afinal teoricamente estamos todos dentro de uma mesma bolha, ainda que pessoal, ainda que transitória, ainda que unica compartilhamos de muitos sentimentos e sensações comuns. 

Ainda na minha adolescia tive uma psicologia que dizia: Escreva, escreva quando você se sentir triste, feliz, apaixonado, quando alguém morrer ou simplesmente quando sentir que está ficando louco, mas não pare de escrever. Daí pra frente colecionei cerca de 200 paginas de word, onde escrevia sobre cada situação, sobre cada momento, sobre cada momento que passou da minha vida, hoje analiso esses textos e posso reviver cada pessoa, cada momento, cada segundo. Mas calma: Você também pode relembrar o momento ruim? Posso, e percebo que não foi tão ruim assim, e que tudo  não passou de um aprendizado.

Sim, teve dias que eu não queria escrever, teve dia que eu surtei, escrevi com raiva, com amor, chorando, rindo, escrevi ate por escrever, e teve dias que foi apenas de leitura.. Mas sempre deixei meu documento ali, nunca finalizado, cheio de virgulas, mas nunca um ponto final, hoje me pergunto o porque nunca coloquei um titulo naquele documento, já que seu titulo é "novo documento de Word" ate hoje, me perco nos meus pensamentos, vou dentro de mim, questiono, penso, bagunço meu consciente e não acho explicações.. Afinal porque temos esse péssimo costume de colocar nomes e funções nas coisas? Eu tenho certeza que é mais fácil aceitar as coisas como elas são, ou melhor, como ela é. 

O Word sempre terá sua pagina em branco, meu teclado estará conectado ao computador, as letras juntas foram palavras escrevendo historias, pensamentos, sentimentos, momentos... trazendo a mim milhares de sensações. 

Pensando bem é melhor parar de querer nominar as coisas.